22 de dezembro de 2010

Menina

Sou menina ainda, moço,
e ficava imaginando desenhos bonitos nas nuvens,
escrevia seu nome incontáveis vezes pelas folhas do meu caderno,
esperava ansiosa pela sua chegada,
ao te ver,
o coração pulsava forte e suspirava assim,
boba mesmo.

Sou bem menina ainda, moço,
fazia chocolates em formas de coração para te presentear,
vivia a cantarolar essas canções de amor,
inventava joguinhos para que você me decifrasse,
desenhava nós dois de várias maneiras,
mas sempre juntos,
com o pensamento de nos eternizar.

Sou menina ainda, moço,
e essas feridas que você fez aqui dentro,
isso não se faz, não.
Esperei que cicatrizassem feito gente grande.

Moço, eu sou menina ainda.
Acredite.
Só que não mais a sua menina.

15 de dezembro de 2010

Começo de nós dois

Estar com você sempre foi algo muito assim, digamos, problemático. Mas essa vontade de nós dois sempre existiu.
Lembra-se de quando éramos mais novos, você ainda namorava aquela fulaninha, magrela, loira, dentes tortos, completamente esquisita, tinha os cabelos lindos, sempre os invejei, não pela cor, mas pelos encaracolados dele. Lindo. O meu cabelo era negro, liso e muito ralinho, cortava-o em lua cheia para que ele crescesse mais volumoso, hoje em dia é bem melhor. A menina nunca foi com a minha cara, apesar de nunca termos nos tocado, quero dizer, daquele jeito que você bem sabe, no fundo ela sabia que havia algo muito maior do que amizade.

Nossos olhos se encontraram apaixonados pela primeira vez quando fomos ao cinema, tinhamos escolhido um filme pra assistir, mas estava muito cheio, resolvemos procurar um outro qualquer só para pertubar as pessoas dentro do cinema. Sua namoradinha detestava esse tipo de coisa, olhava pra gente enojada de tal situação, ela se achava adulta e madura demais. Tadinha. Mal sabia que começava a te perder aí. Fui pegar a pipoca dentro do pacote, ao mesmo tempo veio você, sua mão sem querer enlaçou-se nas minhas, os risos cessaram no mesmo instante, você me olhou e eu sorri sem graça, deixamos quieto e voltamos a tacar as pipocas. Daí em diante, sempre que lhe via, não encontrava palavra alguma pra dizer, você quebrava o gelo todas as vezes.

Você já não aguentava mais a menina, vinha em minha casa todas as noites para reclamar. Íamos para o meu quarto porque ela poderia passar e te ver comigo, o que te traria mais problemas. Você dizia que ela era uma chata, não era engraçada, te ligava o tempo todo. Começaram as comparações comigo. Você se perguntava o por que dela não ser que nem eu, até que começou a se perguntar o por que de eu não ser sua namorada. Realmente isso não fazia sentido algum.

Não resistimos. Nos beijamos fervorosamente, você me beijava, se declarava, dizia que queria ficar comigo e me beijava de novo. Com mais vontade, com mais desejo. Desejo esse que não iria ser saciado só em beijos. É só fechar os olhos que eu vejo cada detalhe, cada toque, cada mordida. Puxou meus cabelos com uma delicadeza selvagem e enlouquecedora. Eu só queria tirar suas roupas, enquanto você já tinha me deixado nua. Nua e toda sua. Sem hesitar, sem recuar. Totalmente entregue. Você levantava minhas pernas - desde que nos conhecemos, diz que pernas tão bonitas quanto as minhas, nunca há de conhecer - Você dedilhava pela minha cintura e depois agarrava com firmeza. Que delícia foi. Nesse dia eu conheci cantos do meu quarto que nem imaginava. Me disse coisas que eu não ousaria repetir, não aqui nessa conversa. No nosso quarto, na nossa cama, no nosso chão ou em qualquer outro lugar que seja só nosso. Aí sim.

...Deixa estar

Acho que estou precisando dar um tempo de você. Quando tenho de mais, enjoo fácil. Não que eu tenha enjoado de você, não, não, pode ficar tranquilo. Enjoei da nossa falta de assunto demais. Tá certo que eu até gostava e pode ser que ainda gosto um pouco dessa falta de assunto, às vezes a gente precisa disso, sabe? Como estou precisando agora. Não é de você só, é de tudo um pouco. Talvez eu tenha idealizado demais. Erro meu. Mas que no meu ponto de vista nem é tão errado assim, essa sou e nem acho tão necessário mudar. Um pouco, talvez. Incomoda algumas pessoas, não que eu me importe com isso, não mesmo. Mas pelo jeito que se importam, por que não considerar?
Pode parecer egoísmo da minha parte, mas não é. É um certo medo. Receio, melhor assim dizendo. De me perder e não encontrar mais.

Gosto de sentir falta, sentir aquela saudadezinha gostosa que toma conta e nos faz querer correr pra ligar e ouvir aquela voz doce que acalma o coração da gente que está transbordando de vontade da pessoa. Não sinto mais isso... E eu quero.
Cadê aquela nossa vontade de simplesmente nos ter? O "se der" tomou conta. A curiosidade de saber o porque disso tem me cutucado bastante por dentro, chega a doer. Você parece não ligar, não se importar pra isso. Ou querer não se importar. É.
...Deixa estar.

29 de novembro de 2010

Férias

Estranhamente acordei cedo hoje, é sábado e estou de férias. Estava em meus planos acordar só depois das 11h, tentei voltar a dormir e nada. Resolvi levantar e bisbilhotar umas coisinhas que tenho guardadas da adolescência, no meio de tantas boas lembranças encontrei um diário velho.
Sentei no chão do quarto e comecei a ler:

"Acordamos bem cedinho, afinal, hoje é o dia, primeiro dia de férias e o grande encontro dos primos na casa de vovó. Só em pensar já sinto o cheirinho do bolo de fubá que ela faz todas as tardes só para nos mimar, coisa de vó mesmo. Definitivamente, é a melhor e mais esperada época do ano. É nas férias que colocamos tudo em dia.

No ano passado eu e a Lê demos o nosso primeiro beijo, imagine só a euforia e a curiosidade dos detalhes das primas mais novas. Os meninos sempre acham isso uma baboseira, eles bem que falam sobre isso entre eles também, aposto. A Lê disse que deu seu primeiro beijo em um menino que estuda no mesmo colégio que ela. Loirinho, olhos claros, um charme que só, disse ela. Ele é da 8° série, o tipo de menino que quando passa faz as meninas suspirarem. Mas não passou de um beijo, não. Ele é muito paquerador, sabe? Esperta que só ela, a Lê deu logo um chega pra lá nele.

O meu foi além disso, eu gostava do menino e ele gostava de mim também. Queria me namorar, até. Ele foi tão fofo comigo, me convidou pra ir no cinema no sábado, finalzinho de tarde. Me abraçou e assim vimos o filme. Depois disso fomos tomar sorvete, ele fez questão de pedir - flocos pra mim e maçã-verde pra ela - já sabendo do meu sabor preferido. Caminhamos até a praça, conversamos bastante e na hora de ir embora ele me levou até o portão de casa. Segurou meu rosto e deu um beijo de despedida. Ah! Tão romantico. Letícia dava gargalhadas disso, ela acha uma grande bobagem namoricos assim.

A mamãe disse que nesse ano ficaremos um mês lá pra fazenda, eu e a Nanda já estamos bem crescidinhas e já podemos ficar mais tempo. Pra alegria de todos. Eu já tenho meus 14 anos, mas Nanda ainda vai fazer 12. Aliás, vamos fazer uma mega festa surpresa, ela faz aniversário na segunda semana das férias. A vovó vai fazer aquele bolo de chocolate delicioso, vamos encher a casa de bexigas coloridas, fazer muitos doces, beijinho, brigadeiro, cajuzinho, muitos salgadinhos também, coxinha, pastel de carne, pastel de frango e pastel de queijo com presunto, pipoca, gelatina, essas coisas. A Nanda ficou de recuperação no colégio, por isso ela só vai chegar na casa de vovó no dia de seu aniversário mesmo. Assim os preparativos da festinha serão feitos com muita calma.

Ahhh! Lá está a casa azul de madeira, com a cadeira de balanço de vovô na varanda, a árvore que tanto subíamos quando éramos crianças. Durante uns três anos seguidos, Mateus quebrou o braço quando caía dela, mas veja só, um tombo mais engraçado que o outro. Ah, a fogueira, vovô sempre conta suas histórias ali, os primos mais velhos que moram aqui na fazenda, sempre tocam e cantam à beira da fogueira.
Dos dias aqui, o único triste é aquele de ir embora, pense na choradeira. Assim que acordam, a vó e o vô já ficam com dó em olhar para nossas carinhas demostrando a vontade de ficar mais um pouquinho e a saudade que já vai batendo antes mesmo de sair. "

30 de outubro de 2010

A madrugada sua

Desculpa-me se estou lhe telefonando a essa hora da noite, mas sabe como é, esse meu coração idiota insiste em ouvir sua voz em dias assim. Sim, minha insônia anda me castigando por eu não te ter mais ao lado direito da minha cama. Essa cama que era tão nossa antes de você partir por conta daquelas bobeirinhas que fizeram deixar um buraco neste quarto. Eu sei que a culpa não foi sua, mas também não foi minha, oras. Vamos culpar a quem? Deus? Não. Foi culpa nossa. Você teima comigo feito uma criança chata, isso me tira do sério. Mas sinto falta de gritar com você, tacar as coisas e me estressar porque não para de rir da minha cara e diz que eu fico muito sexy estérica e me mordendo de raiva. E eu adoro testar sua paciência comigo te pertubando, fazendo coisas que você odeia até eu cansar e desistir por você não se irritar loucamente como eu gostaria, e eu achava que você não fazia isso por que era muito bonzinho comigo, até que eu descobri que você gosta do meu bico quando faço cara de decepcionada e corre logo pra me encher de dengo. Sei que agora você deve estar sorrindo com os olhos bem pequenos cheio de sono, lembrando de como eram boas essas coisas e que agora lhe incomodam fazendo falta também. Tome um pouco de café, hoje a noite é longa. Sei muito bem que você detesta café, sim. Imaginei você revirando os olhos e fazendo careta porque você cansa de repitir que não gosta de café e seus derivados. Eu sempre te achei muito metido quando fala, principalmente quando quer  se amostrar. E faz isso só para implicar comigo. Aí te odeio por quase um segundo. Eu tenho tanta coisa para lhe falar, você fez falta nessas últimas semanas, sempre fez. As coisas por aqui andam muito sem graça. Vai ser um pouco difícil de acostumar, ou talvez eu nem precise, você poderia voltar e parar de vez com isso. Mas que droga de orgulho imbecil, você não vê que já tá na hora de vir pra casa? Será que você não pode ser o primeiro a se redimir pelo menos uma única vez? Não, não desligue, por favor. Não vou mais gritar. Não sei bem porque, mas me veio na cabeça aquele dia que choveu bastante, viemos correndo da estação até em casa, chegamos molhados e você começou a me agarrar na frente de pessoas, notou minhas bochechas vermelhas pegando fogo de tão sem graça que você me deixou. Me arrastou logo para as escadas me olhando com aquela cara de safado que me faz pirar, me jogando nos cantos das paredes, rindo feito loucos, correndo três andares de escada. Enchemos a cara por mero prazer de colocarmos a culpa na bebida, quando estavamos mesmo é embriagados de amor. Ficamos o dia inteiro na cama, o melhor dos dias com você. Acordei por volta do meio dia e você não estava lá do meu lado, vesti a sua camisa cinza, que é a minha preferida em você, e é a sua preferida em mim também. Fiquei te olhando por vários minutos, você cozinhava e assobiava. Eu sei que só faz isso quando está feliz. Lembro que levou um susto quando me viu parada te observando, mas riu bonito e piscou pra mim, sendo assim doce do jeito que fez no dia que te conheci. Você mal deve lembrar, mas isso faz um ano amanhã. Os dias passam lentos, se arrastando. Tá faltando você aqui em mim. Faltando eu aí em você. Tá faltando o que somos quando estamos um no outro.

14 de outubro de 2010

Só pra constar...
Eu não deixo de pensar em você nem um diazinho se quer.

Não demore, não, tá?!

30 de setembro de 2010

Seus olhos me sorriram, seu sorriso te entregou,
enfim, soube que já és meu..

12 de setembro de 2010

Sobre um dia de setembro

É setembro, uma sexta-feira, 06:00h, despertador toca... Volto a dormir. 06:30h e ele volta a tocar, olho para a cabeceira ao lado da minha cama e levanto num pulo. Estou atrasada. Entro no banho e não molho o cabelo, porque nunca saio de cabelos molhados. Me arrumo depressa sem vontade nenhuma de ir trabalhar - por mim, hoje nem teria saído da cama. Teria me apagado do mundo. Não sei. - Tomo o meu café preto forte e tão quente que queima a ponta dos meus dedos na xícara. Pego o trem das 07:00h, sempre lotado. Sempre aquele empurra-empurra, a moça das balas, o moço do jornal. - Senhor, me vê um por favor? - Encosto-me na porta do trem e tento ler o meu jornal. Política. Acidentes. Tráfico. Novelas. Canso do jornal. Desço nessa estação. Pessoas correndo, pessoas falando gritando. Chego no escritório e hoje é só mais um dia estressante que sairei desse lugar com dor de cabeça e com um monte de papéis para revisar até segunda. Ainda bem que hoje é sexta-feira.
Meio-dia. Não estou com fome, mas como é de praste, farei companhia àquele moço que não gosta de almoçar só. Tem uma postura elegante, cabelo grisalho, pele enrugada, olhos azuis que apesar do óculos grande, chamam atenção. Gosto de ouvir suas histórias, sobre suas namoradas, sobre suas amantes e sobre seu único amor. Única à quem ele foi fiel, única à quem enviou flores, única à quem escreveras quando dissera sobre amor. A única que ele nunca teve para chamar de meu amor. Para mim, esse é o moço mais interessante de todo o prédio.
Finalmente o dia chega ao fim. Já é noite quando saio do escritório. Vou para casa, porque não vejo a hora de jogar todas essas folhas em cima da escrivania, nunca reviso-as mesmo antes de domingo à noite. Vou para casa, porque hoje a única companhia que me faria bem é o moço de cabelos grisalhos que a essa hora já deve estar pronto para dormir lendo o meu livro favorito que lhe emprestei no mês passado, com umas meias grossas, apesar do calor que faz nessa noite. E o moço bonito e gentil que mora dois andares abaixo do meu - gosto do último andar, o céu, as ruas, as árvores, tudo é mais bonito daqui de cima - que sempre me espera no elevador e me recebe com um doce "bom dia" e um sorriso simpático. Ele tem lábios rosado, mãos grandes, olhos negros, usa um óculos que deixa-o com cara de sim-eu-sou-cult, é um moço um tanto engraçado e bem alto. Ele foi passear numa cidadezinha vizinha e volta daqui uns dias. Esqueci-me de quando exatamente.
Nada de bom passa na TV. Também pudera, sexta-feira à noite. Há um tempo estava num barzinho desses da vida com algumas amigas da faculdade. Que falta eu sinto da minha vida monótona e sem graça de aulas, alguns professores chatos e alguns que eram até divertidos, das minhas reclamações sem motivo.
São 23:00h e estou sem sono. Tomarei café. Não sinto sono e quero dormir, mas sinto uma vontade louca que cresce dentro de mim de tomar café. Vou até o telhado do prédio, olho as ruas. Essa noite não ficarei em casa. Pego minhas chaves e desço. Vou andando, não sei pra onde, mas vou andando por essas ruas boêmias, vendo pessoas bebendo, conversando, rindo, dançando, cantando no karaoke. Nunca tive coragem pra isso, as pessoas sempre me lembram de como eu canto mal toda vez que tento cantar um trechinho que seja. Agora ouço Vinicius cantando "eu não ando só, só ando em boa companhia". Dou um sorrisinho e continuo andando. Vou seguindo o silêncio. Estou a uns 20 minutos de casa e uma angústia vai me invadindo devagar, daquelas que vai torcendo pra fazer doer o peito, a mente. Uma angústia com uma pitada de nostalgia. É, hoje não é um dos meus melhores dias. Fico ali, parada pensando, me sento no meio fio de uma rua deserta e noite quente. Ainda escuto o barulho daquela gente que dança, canta, bebe. Agora é a vez de Renato Russo contar a história do Santo Cristo. Eu sabia cantá-la sem precisar de olhar letra. Nem sei se ainda sei. Tanto faz. Procuro meu cigarro. Droga. Esqueci do lado do meu celular que sempre faço questão de esquecer. Sempre brigam por não carregá-lo comigo.
Sinto sono. Vou-me embora pelo caminho mais curto para que ele não se perca por aí. Chegando em casa deixo as chaves em cima da mesinha de centro na sala, pego o cigarro, sento no sofá e apago ali mesmo.

9 de setembro de 2010

22h

 "Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo"
[Nando Reis]

Você me faz suspirar, meu bem. Suspirar de um jeito tão doce e encantador que transborda por essas noites. Minhas mãos inquietas, meu sorriso bobo, minhas pernas trêmulas, minha voz que quase não sai. E mesmo assim me sinto bem, feliz, quando estou perto de ti. É tão bom estar contigo, tão bom cada minutinho, cada pedaço do tempo com você. Nós dois ali. É como se o céu inteiro estivesse dentro dos seus olhos. Minha vontade de ter mais, de você ser só meu é tanta que não cabe em mim.

O jeito que mexe comigo, que mexe em mim. Segurando e acariciando meu dedo menor da mão direita, entrelaçando nossas mãos. Não é sonho, não, meu bem. É a maior de todas as minhas vontades. Pode me abraçar sempre, pelo tempo que quiser, eu gosto de te sentir bem juntinho a mim. Me sinto em nuvens, sabe?

Fica mais. Vai embora, não. É, ter sua companhia é a melhor dentre todas que já tive. Não precisa rir, nem debochar, você já sabe disso, não se faça de bobo. Ou melhor, faça sim. Adoro você de todos as formas possíveis, até mesmo quando é grosso e não tem paciência comigo.

Eu sei que está tarde e você precisa ir. Mas... É que eu quero que você fique. Acredita que eu até que gosto quando você aperta minhas bochechas e faz cócegas? Pois é.

Olha, meu bem, diga que volta logo e que sentirá minha falta?
Eu sinto saudade sempre de você.
Dá aquele beijo na testa? Gosto tanto.

E quando voltar, seja o meu amor.

Até.

29 de agosto de 2010

Sonho meu

Digo sentir saudade de ti, mas é muito mais que isso. É saudade de te ver, conversar com você, sentir o teu abraço - aliás, você tem o melhor abraço do mundo que eu já senti até hoje - saudade daquele beijo na testa na hora da despedida, saudade da sua risada da minha cara de "hã?", saudade do seu jeito engraçadinho de falar, saudade até de dançar contigo, mesmo sabendo que você não leva jeito algum pra isso.

Mas existem vontades também, vontades que no fim das contas é uma só. Ter você. Ter seu sorriso, ter seu beijo, ter seu jeito, ter seus defeitos, ter sua atenção, ter seu carinho, ter sua voz no telefone depois daquele dia estressante de trabalho. Me pego te querendo sempre, mesmo sabendo que pode ser egoísmo meu, caso te conte isso.

Infelizmente, a vida nos levou para caminhos diferentes, e pelo fato de nos encontrarmos sempre no meio desses caminhos, talvez seja a vida nos mostrando mais uma vez que deveríamos lutar um pelo outro. Só que eu tenho medo de abrir meu coração de verdade, de te mostrar tudo isso que guardo só pra mim. Medo de me descobrir mais que apaixonada, te amando.

Não dá pra negar que você me faz bem, que me sinto bem com você, quem passa vê a minha alegria nos olhos, no sorriso ou no jeito tímido e sem graça. Sinto que estou pegando fogo por dentro com vergonha de você, sei das minhas bochechas vermelhas. Não precisa debochar.

Ah, como sinto sua falta! Ah, como te quero comigo!

14 de agosto de 2010

Me arrependo

Eu queria provar só um pouquinho do seu amor e de tudo aquilo que você dá pra ela.

Queria que fosse comigo que você implicasse só pra fazer charme.
Queria que fosse os meus olhos que os seus encontrassem quando estivessem procurando abrigo.
Queria poder te chamar de meu amor e que você fosse realmente o meu amor.
Queria poder te irritar só pra te encher de mimos e ver seu sorriso mesmo cheio de raiva.
Queria um abraço seu só pra eu me sentir bem, porque você me faz bem.
Queria te ligar e te acordar no meio da madrugada só pra ouvir sua voz de sono.

Eu queria também que não fosse real tudo isso que sinto aqui dentro por você, assim meu bem, eu não lembraria do meu arrependimento de não ter deixado você chegar em mim toda vez que te vejo.

29 de julho de 2010

quem é mais sentimental que eu?

Eu só aceito a condição
de ter você só pra mim,
eu sei, não é assim,
mas deixa eu fingir...
...e rir ♪

[Rodrigo Amarante - Sentimental]

23 de julho de 2010

Trouxe-me o que eu precisava


Hoje ela estava só, reluzente à mesma maneira que acompanhada, iluminava não só os olhos de quem a olhava, mas também dentro de seu ser. A ausência daqueles pontinhos brilhantes que geralmente fazem companhia, tornava aquele dia realmente diferente e curioso.
O vento que batia nos cabelos não trazia frio nem dor, como de costume, trazia fé e aumentava a esperança que adormecera com o tempo e com os amores que fazem chorar o coração da gente.
Ela estava escondidinha e lutava para não sumir, pois sabia da grande importância que fazia naquela noite.
Transbordava ternura e acalentava os sonhos e desejos daquela menininha que temia ingenuamente a felicidade que a vida tanto lhe proporcionava.

22 de julho de 2010

Se um dia a gente se encontrar de novo

Eu te amei. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.

Caio Fernando Abreu

21 de julho de 2010

Tudo na nossa vida depende das nossas escolhas. Algumas nos levam para caminhos ruins, outras nos levam também para caminhos ruins, mas caminhos esses que nos ensinam coisas que talvez as escolhas que nos levam para bons caminhos não chegam nem perto de ensinar.
É realmente muito difícil quando se tem que fazer uma escolha que você sabe quais serão as consequências. Essas quais não serão boas para todos. No meu caso, alguém pode sair magoado e esse alguém pode até ser eu mesma.
Escolher te ter, escolher lutar por você é de fato me arriscar, coisa que geralmente eu não faço por medo de sofrer, eu acho. Pra você, é medo de ser feliz. Pode ser também...
E eu me sentia muito feliz sozinha e era assim que eu pretendia ficar até você aparecer, de novo.
Por que estamos com outras pessoas quando nós deveríamos estar juntos? Aconteceu isso antes comigo, agora é com você. Será que é realmente pra acontecer ou uma incrível coincidência? Devemos deixar para nos esbarrar pela quarta vez na vida? Acho que não...


p.s.: Me perdoe se estou escrevendo sobre você quando deveria ser sobre nós dois.

4 de julho de 2010

e está tudo tão doce por aqui;

.
vem mais,
vem adocicando com esse jeitinho tênue.
torna belo,
belo aquilo que estava te esperando pra desabrochar.
dá sentido
a esse imenso amor que guardo em mim.

25 de junho de 2010

.

Eu tentei escrever sobre você, tentei, tentei e tentei muito, eu queria escrever sobre você, me sinto bem, sabe?! Nada me pareceu tão bom quanto você é, nada que eu escrevesse chegaria perto de expressar tudo o que eu realmente quero dizer, o que eu realmente sinto por ti...

18 de junho de 2010

Do amor que não se sabe

Era uma noite fria, tinha estrelas e a lua no céu encantava a todos que olhassem para ela. Não era um dia qualquer, as ruas estavam calmas e a praça estava inesplicavelmente vazia, porém, com a presença dela nada disso poderia ser tão mais perfeito.

Eu a vi de longe, ela estava lá sentada e sozinha, tão bela, com traços perfeitos, pele pálida de tão branca, bochechas rosadas, cabelos encaracolados, longos e preto. Estava preso no alto de um jeito que eu sempre achei engraçado e bonitinho, era mania dela, havia uns fios soltos, acho que ela os deixava de propósito. Tem os olhos castanhos, nariz pequenininho e arrebitado, mãos delicadas, boca que me arrepia só em olhar, um corpo tão singelo e não cabe em palavras. Parecia uma boneca de pano, dessas que se compra em lojinha de brinquedos.

Eu não me aproximei, não imediatamente, quando eu a vi congelei e fiquei a admirá-la. Havia algo nela nesse dia, se eu ainda não estivesse apaixonado por ela, me apaixonei ali, naquele instante.

Ela estava abaixada sobre um caderno velho com um lápis numa mão, e a outra estava em seu rosto, ela olhava com curiosidade para a folha, pensativa também, nunca quis saber o que ela desenhava. Sim, ela estava desenhando, sempre gostou de desenhar, apesar de não ter um grande talento para isso, até cursos de desenhos já fez. O que ela faz muito bem é cantar, tem uma voz suave e doce. Gosta de acompanhar o canto dos pássaros toda manhã, para cada dia uma canção. Ela cantarolava enquanto desenhava, cantarolava a música que tocava quando nos conhecemos. Era uma bossa que eu nunca gostei até aquele momento. Nos conhecemos num barzinho que tem perto da praça, foi numa noite quente de verão e ela estava deslumbrante, com um vestido azul, sandália baixa e cabelos soltos. Não tinha notado a presença dela até então, fomos dançar e ela pisou em mim, quando olhei pra ela, seus olhos me chamaram a atenção, soube que teria de conquistá-la, não sei se foi propositalmente, e se foi, foi a dor que mais valeu a pena.

Por um momento meus olhares se distraíram para um canto da praça, senti falta de uma árvore que tinha ali, era uma goiabeira, ela sempre me pedia para subir e pegar goiaba, é a fruta preferida dela. Lembrei que foi num temporal do inverno passado que a chuva destruiu aquela árvore. Plantarei outra amanhã, pensei.
Ela parou de desenhar e se calou, ficou um tempo olhando para o mesmo lugar que eu. Tenho certeza que ela pensara a mesma coisa. Plantaremos outra amanhã.
Eu ri, ela sorriu e veio até mim.

De repente ela ficou fria como aquela noite, as estrelas não brilhavam mais e a lua tinha se escondido. Ela voltou a se sentar onde estava, dessa vez ela só olhava para o nada, eu não fazia ideia do que fazer, fiquei ali parado sem reação. Algum tempo depois ela me olhou e perguntou se eu continuaria parado feito um bobo ou sentaria ao seu lado, eu definitivamente não sabia o que havia acontecido, o que tinha passado pela cabeça dela, mas sem hesitar, fui.

Ela realmente era um mistério e eu quero desvendar...

12 de junho de 2010

E amanheceu

"Eu estava em paz quando você chegou..."
[Relicário - Cássia Eller e Nando Reis]

Eu te vejo chegar e disfarço que não percebo, não sei se consigo, até hoje pelo menos ninguém comentou, nem você. Acho que eu não ligaria se você comentasse.
Você é doce, gentil, tão encantador. Te vejo pela manhã e te imagino pelo restante do dia. Acho que arrumei algo para ocupar meus pensamentos, mas ainda não sei se isso é bom e se é só mais uma perda de tempo.
O tempo que temos passado juntos tem sido bons, um pouco dolorosos, o que torna-os divertidos e me faz querer que o dia passe bem rapidinho para te ver novamente, ouvir "bom dia", ver seu sorriso que eu acho tão lindo.
Olhar o céu, as estrelas, são coisas que eu não fazia todas as noites, depois que você chegou, me lembram você.
Pode até não significar nada pra você, pode até ser que seja só eu, mas se não fosse por você nem seria ninguém.
Talvez seja melhor deixar assim, sem saber, e talvez eu não se apaixone por você. E tudo isso que me encanta hoje, seja apenas parte do seu charme que me encantou um dia...

30 de maio de 2010

Ainda Pertence

Eu tento não sentir sua falta e muitas das vezes eu consigo fingir que não sinto.
Mas quando eu não consigo me enganar, dói não ter você, dói até mesmo não sofrer por você.
Não sei se é melhor a dor da sua falta ou a dor da sua presença. Suas palavras ainda mexem comigo e eu odeio isso. Eu não sei se ainda gosto de você e também não sei se vale a pena gostar, é, porque mesmo que eu não goste mais, ter sua prensença constante me faria gostar de novo, eu acho. Não quero pagar pra ver.
É medo sim, medo de sentir tudo o que eu já senti, medo de saber que você gostaria de estar comigo, mas está com outra pra satisfazer a sua vontade. Eu confiei em você de verdade. Sim, isso quer dizer que não confio mais e não me culpe por isso. Se hoje me falta amor, é graças a você. Obrigada! Não, não pense que é ironia, não dessa vez, eu agradeço de verdade. Não pela falta de amor, é por querer amar, e saber que é amor que me falta.
Talvez seja isso, não é falta de você, é vontade de ter amor.
Confesso que lembrar você, lembrar seu cheiro, seu abraço e até mesmo seu beijo, ah, e seu jeito doce, doce meio amargo, é suportável, é só uma boa lembrança, sei disso agora.

29 de maio de 2010

Como eu Te Amo!

Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua;

Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;

Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-te os lábios meus, -- mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti.-- Por tudo quanto eu sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta sofrer, por tudo que te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saberás
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem eu te revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.

(Gonçalves Dias)

15 de maio de 2010

Lado Direito

E quando disse que era de mim que você precisava, eu não acreditei.

Afinal, isso nunca fez parte dos nossos planos, dos nossos sonhos.
E você sabe, eu gosto de sonhar, sou sonhadora, mas isso faltou.
Os olhares, ah, os meus olhares sempre querendo te encontrar. Nossas longas conversas pela madrugada, meus pedidos sempre de "fica mais um pouquinho, só mais um pouco".
Quando as coisas acontecem do jeito que a gente vem acontecendo é mais intenso, eu acho. Queria poder dizer que você sabia que poderiamos dar nisso, mas nem eu mesma imaginava, não tem como eu te enganar se não consigo enganar a mim mesma.
Você desperta um sentimento de ciúme que eu não sabia que poderia sentir de novo por alguém. É bom. É doce. É inusitado.
Sou bem ansiosa quando se trata de você, quando é pra falar com você e nunca foi tão bom ter sábados e domingos como é agora, nunca quis tanto que a madrugada durasse mais, mesmo que não fale nada, ter você é ter segurança.
Não nego que as vezes faço charme e espero que fale comigo, nessa hora nem passa pela minha cabeça que você odeia coisas desse tipo.
A sua falta de assunto me irrita, confesso. Mas agora, pensando nisso, eu não ligo. Sempre foi assim que nos entendemos e talvez, sempre será. É com esse jeito de me irritar que me vejo ainda mais ligada a você. Você não me deixa cantar, é, não me deixar cantar também me irrita, não tanto como a falta de assunto, mas irrita. E me faz sorrir quando me pede pra cantar quando a falta de assunto nos entedia.
O engraçado é que nossa falta de assunto sempre nos leva a falar de nós dois, e o assunto é provocante, sempre é.
Ah, não é amor. Eu já disse isso, não foi? É por que eu faço questão de que não se esqueça disso, é muito importante para mim. É que sabe, o amor não vai muito com a minha cara, então prefiro que não seja amor, a não ter você.
E cara, é, é cara mesmo porque apelidos carinhosos do tipo "amorzinho" me enojam, principalmente com você, aliás, só com você. Não consigo, não dá, não sai. Só quando quero fazer graça, aí é inevitável. E você sorri, eu sorrio também e me vejo te querendo, você me querendo.
Tenho vontade de te ligar todos os dias pra dizer ao menos um "bom dia" e ouvir "se cuida", mas não ligo, nunca ligo, talvez seja charme também, ou não, se não for, não sei o que é.
Acho que é por não querer perder o seu entusiasmo com surpresa quando eu te ligo, e surpreendo sempre, não sei por que. É tão significante assim pra você? Rá! Espero que sim.
Por que sempre perguntamos se é sério? É claro que é sério, não falaria se não fosse, não é?! É engraçado seu jeito de menino, seu jeito tímido de falar. Talvez seja assim que você me vê também e talvez seja por isso que eu acho graça. Já percebeu como eu uso a palavra "sempre" quando falo de você? Acho que mesmo que não seja pra ser, vai ser sempre, pra sempre. Prometemos isso, lembra?
Cara, como pode uma pessoa dizer as coisas mais certas nas horas incertas? Você faz isso comigo. - Não vou deixar você, não vou abandonar você - você diz. Fico meio boba mesmo quando falamos assim.

Sabe, hoje eu tentei não lembrar você. Em vão. Detalhezinhos me pegam desprevinida. Eu escrevi seu nome no espelho, olhei pensando, apaguei...


O lado direito será sempre seu...

8 de maio de 2010

Velhos bons tempos

Sabe aquilo que você já teve e queria que nunca tivesse acabado? Que nunca tivesse fim...
Pois é, estou tendo isso de novo e a sensação é muito boa

E a vontade de que nunca tenha fim, de novo, é a mesma....

29 de abril de 2010

Não é amor

Não, não é amor. É amizade, lealdade, confiança, cumplicidade, admiração. É desejo. É uma vontade de te ter sempre por perto. É um te querer dentro de mim que eu não consigo evitar e muito menos controlar. É o teu olhar que me falta. O teu toque.
Eu quero. Eu quero ouvir sua respiração, quero ouvir seu coração acelerando cada vez mais, e mais. Eu quero te sentir, saber que é real.

Não quero pensar, imaginar, isso aumenta tudo que está aqui dentro e só esperando mais uma palavra sua para explodir. É uma boa explosão, eu garanto.
Sua voz não quer sair da minha cabeça, e não é culpa minha, eu tento tirá-la, mas ela insiste em ficar. Não vou me apaixonar por você. Esse meu jeito que você adora e diz querer ter sempre que puder contigo, é o mesmo que você conheceu há um tempo atrás. E eu também me pergunto por que é que viemos parar nisso.

Se você diz esquecer de tudo e pensar só em mim, por que não esquecemos de tudo juntos e deixamos acontecer a gente? Para que por os pés no chão? Talvez realmente seja uma loucura esse desejo que temos um pelo outro, mas loucura mesmo seria se não nos deixassemos levar por esse desejo louco. Isso apavora a mim também, mas eu sei que contigo esse medo não existirá, ou se existir, não vai se comparar a nossa satisfação. De ter você. Você me ter.

Não é amor, é melhor. Muito melhor.

21 de março de 2010

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você (8)
[Nando Reis - All Star]

Eu queria me expressar em palavras tudo o que sinto, mas não dá. Simplesmente não consigo.
E eu me odeio por não conseguir não me lembrar de você.
Eu queria tanto não precisar de você, não te querer.
Nós somos um assunto pendente. RS!

E essa pendência está acabando comigo.

Ainda não consegui entender o porque de você não ser o cara certo pra mim.
Como sabe disso? Como tem tanta certeza?
Se tem algo que te faz gostar muito de mim, porque não tentar descobrir o que é?
Será medo de se magoar?
Não tenha...

Acho que me apaixonei por você... E eu não queria.

não vejo a hora de te encontrar e
continuar aquela conversa que não terminamos ontem
ficou pra hoje... (8)

19 de março de 2010

Conhecer? Pra que?

Eu gosto de me conhecer e me entender.
Me descobrir.
De saber por que.
Descobri que eu sou um mistério. E só sei que eu gostei disso.
Uma flor me disse que eu tenho urgência de vida, e não é que é verdade?!

Eu quero grandes amores, eu quero momentos inesquecíveis. E não sinto vontade de conhecer pessoas. Minha timidez é um grande problema.
Não tenho paciência pra futilidade. E confesso, sou um pouco fria.
Me falta calor! Me falta querer!

Apenas gostar mais...

13 de março de 2010

Um mais um, igual a ninguém

Cansei de procurar, querer saber como está.
Cansei de tentar reinventar nós dois.

23 de fevereiro de 2010

Esse sentir todo

Eu preciso de amor, sentimentos ardentes, de uma tempestade de emoções.
Eu quero me lambuzar, me inundar de paixão.
Só preciso de amor sincero e intenso, que seja de verdade.
Que sinta o calor dos corpos, carícia de enlouquecer, aquele toque que te faz arrepiar.
Suspirar por cada gesto e cada olho no olho.
Cada palavra. Cada momento.
Paixão mesmo, aquela que só de pensar na pessoa já te deixa com vontade e desejo.
Viver momentos inesquecíveis.
O beijo no pescoço. A pegada na cintura. O afago no cabelo.
Entrar na dança. Sentir o ritmo que te envolve de segundo a segundo.
O coração batendo mais rápido. Acelerando-se é resposta à satisfação de estar perto.
Junto.

20 de fevereiro de 2010

Faz tempo

É tão óbvio, tão nítido. Eu sempre quero achar um pouco de você em cada pessoa com a qual eu me relaciono.
Por isso não dá certo. Por isso que eu nunca estou satisfeita.
Por que eu não tinha me dado conta disso ainda? Tanto tempo e eu achando que é problema com eles.
Mas não, eu já sabia que era comigo, só não fazia ideia do por que.
Está claro pra mim agora. Eu ainda gosto de ti.
A quem que eu estava querendo enganar?
E de tanto enganar as pessoas eu acabei me enganando também. E veja no que deu.
Eu tenho que me convencer que é só amizade, eu tenho que saber disso.

Achava que era medo de me apegar, de amar mesmo, mas é mais que isso.
Não posso ficar querendo encontrar qualidades e até defeitos teus em outro rapaz.

O quanto que custa se apaixonar pelo seu melhor amigo?
O quanto dói esconder isso há tanto tempo...

Eu entendo você por não querer me magoar de novo, e agradeço até.
Gentil de sua parte.
É por esse e tantos outros motivos que você me encanta.
E eu tenho medo de te dizer tudo o que eu sinto de verdade. Que meu amor por você vai além da amizade.
Medo de perder tudo o que nós temos, medo de perder tudo o que eu consegui. Você.


Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo... (8)

12 de fevereiro de 2010

E ontem eu descobri

Mais do que tudo, era o cheiro da amizade, e ela também o sentia em si mesma - A menina que roubava livros


Por mais irritante que seja, por mais ignorante, eu descobri que você sim é a minha melhor amiga.
Eu não nego, já te escondi coisas e ainda há segredos sobre os quais você não saiba.
Você sempre pareceu ser uma pessoa em que eu não posso confiar. Mas agora eu sei, é só em você que eu posso confiar.
Apesar de nunca lhe considerar como tal, você é a minha irmã e eu morreria por ti.
Eu não quero e eu sinto que eu não posso te demonstrar sempre que é por você meu maior carinho, a minha maior admiração.
Tantos momentos juntas, mais que isso. Todos os nossos melhores momentos nós estávamos juntas.

Cara, não acredito que exista uma pessoa que te ature tanto como eu... Rs!
E também acredito que não há pessoa que me conheça melhor que você.
Por maior que seja o ódio quando estamos com raiva uma da outra, por mais intensa que sejam nossas brigas eu não seria tão feliz sem isso.
Quando você está triste e corre por um abraço meu querendo alguma palavra de consolo eu sinto que eu deveria lhe dizer todas as palavras que me sufocam
e que eu tenho certeza que deveriam ser ditas, mas simplesmente não consigo. Suas lágrimas mexem comigo, e eu sei quando você quer chorar, eu sei quando você está triste.
Sei também que não há palavra que possa ser comparada com o nosso abraço.
É um chamego nós duas. Você é meu refúgio.

Quantas vezes sentadas no sofá brincando. Quantos pedidos de carinho. Quantos palavrões também. E confesso, você me ganha sempre.
Quantos risos. Quantas gargalhadas sem sentido e sem motivo. Quantos filmes que assistimos juntas. Quantas vezes já andamos de mãos dadas.
Quanto medo de filmes de terror carregados em nossas mãos entrelaçadas. Quantos conselhos. Quanta idiotice.
Veja agora, crescemos e aprendemos juntas lições de vida. Você sempre mais difícil pra entender e aceitar.
Adoro o seu orgulho.
Por mais diferentes que sejamos, somos mais parecidas do que parece. É verdade. Somos muito parecidas.

Mais que amigas, somos irmãs. De coração e de sangue.
Te amo, Renata Dias

30 de janeiro de 2010

Tudo uma confusão

Não tenha nada pra escrever, mas tenho muito a dizer.
Palavras que ficaram ao vento, ou até mesmo palavras que eu engoli por alguma razão, mas que agora não faz sentido algum.
Tipo de palavras que poderia ter mudado tantas coisas.
Não me arrependo, mas imagino como poderia ter acontecido se eu tivesse falado essas palavras.
Será que muita coisa mudaria?
Bem, se mudaria ou não eu não posso saber.
Às vezes eu penso no por que de eu pensar demais.
Pra que pensar tanto se fazer é o que faz acontecer?
Seria por medo ou por uma simples mania de pensar demais?
Pessoas que ganhei, momentos que aproveitei. Será que se tudo fosse diferente eu seria quem eu sou hoje?
Uma pessoa que pensa demais e que deixa as palavras soltas no universo.
Acho que eu quero entender tudo e não faz sentido entender.
Ou faz?
Eu gosto do mistério, eu gosto de descobrir.
De me descobrir. De me conhecer.
Gosto de conhecer outras pessoas também, mas é tão mais confuso.
Se contradizer é ruim? Por que eu sou contraditória as vezes.
Não sempre.
Mas... Pensar... Pensar, pensar, pensar.
Penso em amizades, saudade. Coisas bem relativas no meu ponto de vista.
Veja bem, se hoje somos melhores amigos, amanhã continuaremos sendo, certo?
Mas e se amanhã eu confiar e ter mais afinidade com outra pessoa, continuaremos sendo melhores amigos? Antigamente eu não achava isso certo. Mas acho que não é questão de ser certo ou errado. Aí vejo que muitas das amizades são passageiras.
Muitas são para sempre também. A questão é: Até quando é esse para sempre?
E a saudade... Ah, a saudade. Eu gosto de sentir saudade.
E se quando estamos perto de quem sentimos saudade a sensação não é tão boa quanto estamos longe e dá um aperto de tanta saudade?

Acho que eu não devo pensar tanto!

13 de janeiro de 2010

Até quando basta?

Um amor antigo, e que no fundo nunca foi esquecido.
Sem motivo, eu sei. Afinal, nunca tivemos nada além de amizade.
Tantos planos para um futuro a dois, tantas promessas e declarações de amor.

Não sei por que eu estou aqui escrevendo sobre você, não faz sentido.
Somos só amigos, você deixou isso bem claro há anos.
É diferente nós dois. É como se eu soubesse que ficaremos juntos, mas não acreditasse nisso.
Estranho.

Você é inteligente, engraçado e me irrita de um jeito que eu adoro. E aliás, eu ainda gosto de te perturbar.
Nos entendemos de um jeito que ninguém entenderia.

Só amizade? Será? Não sei... Só o tempo poderá dizer.
Você disse que até poderíamos ficar juntos futuramente...
Quem sabe?!

Bem, não importa. A intimidade, a confiança que eu tenho em você vale muito.
Nunca imaginei que poderia gostar tanto de uma pessoa conhecendo do jeito que eu te conheci.
Surreal.
Ficando juntos ou não, ser sua amiga já basta pra mim.
Bastou até hoje. Por que não bastaria mais?

Ahh, coração...!