29 de abril de 2010

Não é amor

Não, não é amor. É amizade, lealdade, confiança, cumplicidade, admiração. É desejo. É uma vontade de te ter sempre por perto. É um te querer dentro de mim que eu não consigo evitar e muito menos controlar. É o teu olhar que me falta. O teu toque.
Eu quero. Eu quero ouvir sua respiração, quero ouvir seu coração acelerando cada vez mais, e mais. Eu quero te sentir, saber que é real.

Não quero pensar, imaginar, isso aumenta tudo que está aqui dentro e só esperando mais uma palavra sua para explodir. É uma boa explosão, eu garanto.
Sua voz não quer sair da minha cabeça, e não é culpa minha, eu tento tirá-la, mas ela insiste em ficar. Não vou me apaixonar por você. Esse meu jeito que você adora e diz querer ter sempre que puder contigo, é o mesmo que você conheceu há um tempo atrás. E eu também me pergunto por que é que viemos parar nisso.

Se você diz esquecer de tudo e pensar só em mim, por que não esquecemos de tudo juntos e deixamos acontecer a gente? Para que por os pés no chão? Talvez realmente seja uma loucura esse desejo que temos um pelo outro, mas loucura mesmo seria se não nos deixassemos levar por esse desejo louco. Isso apavora a mim também, mas eu sei que contigo esse medo não existirá, ou se existir, não vai se comparar a nossa satisfação. De ter você. Você me ter.

Não é amor, é melhor. Muito melhor.