30 de maio de 2010

Ainda Pertence

Eu tento não sentir sua falta e muitas das vezes eu consigo fingir que não sinto.
Mas quando eu não consigo me enganar, dói não ter você, dói até mesmo não sofrer por você.
Não sei se é melhor a dor da sua falta ou a dor da sua presença. Suas palavras ainda mexem comigo e eu odeio isso. Eu não sei se ainda gosto de você e também não sei se vale a pena gostar, é, porque mesmo que eu não goste mais, ter sua prensença constante me faria gostar de novo, eu acho. Não quero pagar pra ver.
É medo sim, medo de sentir tudo o que eu já senti, medo de saber que você gostaria de estar comigo, mas está com outra pra satisfazer a sua vontade. Eu confiei em você de verdade. Sim, isso quer dizer que não confio mais e não me culpe por isso. Se hoje me falta amor, é graças a você. Obrigada! Não, não pense que é ironia, não dessa vez, eu agradeço de verdade. Não pela falta de amor, é por querer amar, e saber que é amor que me falta.
Talvez seja isso, não é falta de você, é vontade de ter amor.
Confesso que lembrar você, lembrar seu cheiro, seu abraço e até mesmo seu beijo, ah, e seu jeito doce, doce meio amargo, é suportável, é só uma boa lembrança, sei disso agora.

29 de maio de 2010

Como eu Te Amo!

Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua;

Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;

Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-te os lábios meus, -- mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti.-- Por tudo quanto eu sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta sofrer, por tudo que te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saberás
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem eu te revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.

(Gonçalves Dias)

15 de maio de 2010

Lado Direito

E quando disse que era de mim que você precisava, eu não acreditei.

Afinal, isso nunca fez parte dos nossos planos, dos nossos sonhos.
E você sabe, eu gosto de sonhar, sou sonhadora, mas isso faltou.
Os olhares, ah, os meus olhares sempre querendo te encontrar. Nossas longas conversas pela madrugada, meus pedidos sempre de "fica mais um pouquinho, só mais um pouco".
Quando as coisas acontecem do jeito que a gente vem acontecendo é mais intenso, eu acho. Queria poder dizer que você sabia que poderiamos dar nisso, mas nem eu mesma imaginava, não tem como eu te enganar se não consigo enganar a mim mesma.
Você desperta um sentimento de ciúme que eu não sabia que poderia sentir de novo por alguém. É bom. É doce. É inusitado.
Sou bem ansiosa quando se trata de você, quando é pra falar com você e nunca foi tão bom ter sábados e domingos como é agora, nunca quis tanto que a madrugada durasse mais, mesmo que não fale nada, ter você é ter segurança.
Não nego que as vezes faço charme e espero que fale comigo, nessa hora nem passa pela minha cabeça que você odeia coisas desse tipo.
A sua falta de assunto me irrita, confesso. Mas agora, pensando nisso, eu não ligo. Sempre foi assim que nos entendemos e talvez, sempre será. É com esse jeito de me irritar que me vejo ainda mais ligada a você. Você não me deixa cantar, é, não me deixar cantar também me irrita, não tanto como a falta de assunto, mas irrita. E me faz sorrir quando me pede pra cantar quando a falta de assunto nos entedia.
O engraçado é que nossa falta de assunto sempre nos leva a falar de nós dois, e o assunto é provocante, sempre é.
Ah, não é amor. Eu já disse isso, não foi? É por que eu faço questão de que não se esqueça disso, é muito importante para mim. É que sabe, o amor não vai muito com a minha cara, então prefiro que não seja amor, a não ter você.
E cara, é, é cara mesmo porque apelidos carinhosos do tipo "amorzinho" me enojam, principalmente com você, aliás, só com você. Não consigo, não dá, não sai. Só quando quero fazer graça, aí é inevitável. E você sorri, eu sorrio também e me vejo te querendo, você me querendo.
Tenho vontade de te ligar todos os dias pra dizer ao menos um "bom dia" e ouvir "se cuida", mas não ligo, nunca ligo, talvez seja charme também, ou não, se não for, não sei o que é.
Acho que é por não querer perder o seu entusiasmo com surpresa quando eu te ligo, e surpreendo sempre, não sei por que. É tão significante assim pra você? Rá! Espero que sim.
Por que sempre perguntamos se é sério? É claro que é sério, não falaria se não fosse, não é?! É engraçado seu jeito de menino, seu jeito tímido de falar. Talvez seja assim que você me vê também e talvez seja por isso que eu acho graça. Já percebeu como eu uso a palavra "sempre" quando falo de você? Acho que mesmo que não seja pra ser, vai ser sempre, pra sempre. Prometemos isso, lembra?
Cara, como pode uma pessoa dizer as coisas mais certas nas horas incertas? Você faz isso comigo. - Não vou deixar você, não vou abandonar você - você diz. Fico meio boba mesmo quando falamos assim.

Sabe, hoje eu tentei não lembrar você. Em vão. Detalhezinhos me pegam desprevinida. Eu escrevi seu nome no espelho, olhei pensando, apaguei...


O lado direito será sempre seu...

8 de maio de 2010

Velhos bons tempos

Sabe aquilo que você já teve e queria que nunca tivesse acabado? Que nunca tivesse fim...
Pois é, estou tendo isso de novo e a sensação é muito boa

E a vontade de que nunca tenha fim, de novo, é a mesma....