19 de julho de 2011

Eu só queria amor, é pedir demais?

2 de julho de 2011

Desespero

É como se nada a sua volta se encaixasse em você. Tudo que sentia, te fazia rir, tivesse perdido o encanto, a essência. Todos que te preenchiam são indiferentes e você, por mais que tente, não consegue que se importar ou mostrar que sente algum afeto. Porque simplesmente não há mais nada. É só um vazio dentro de você e a cada dia que passa entende menos. E vai tentando mudar aparência, muda cabelo, muda unhas, muda os tipos de roupas e sapatos, mas nada realmente muda. Toda aquela vontade de gritar e sair correndo vai aumentando de acordo com o que você inventa. Quer abraçar o mundo e ao mesmo tempo se esconder no colo de alguém, tendo aquele cafuné que traz o sono leve e sonhos bonitos. Você tenta conhecer novas pessoas, sair pra novos lugares e vai tendo um gosto amargo da vida, querendo mascarar o que você realmente é, porém, pode estar só conhecendo versões diferentes de si mesmo. É um desespero que ninguém entende e, aqueles que entendem, não ligam. Tanta coisa na sua cabeça, tantas dúvidas, amores mal resolvidos, vontades, responsabilidades, problemas, ansiedade. Você não sabe mais o que fazer, por onde começar, não sabe... É uma dor tão grande, e vai te corroendo até não sobrar mais nada. São urgências desmedidas, descontroladas. Você achava curioso e interessante, mas a sua cabeça faz aquele tic tac. Não há como ter algo de bom nisso. Planeja correr atrás dos seus sonhos, mas não consegue colocá-los em prática. Tem a vontade de dividir todo esse murmúrio de emoções, mas ninguém se quer pergunta como você se sente, se precisa de alguma coisa. Tem pessoas a sua volta, mas no fim do dia, você é só você.