4 de maio de 2017

Ahhh, o amor!

Se tem algo que eu acho lindo nesta vida, é o sentimento de amar. O amor pelos pais, pelos irmãos, pelos filhos, pelos amigos, pelos animais. O amor pela vida, por viver, por existir. E claro, o amor por aquela pessoa que transforma a nossa vida, que deixa os dias mais bonitos, mais cheios de cor, que faz tudo ter mais sentido, que torna tudo mais fácil e mais simples.

Eu já encontrei essa pessoa, é um moço que tem os olhos miudinhos e me conquistou de cara. Cantava canções de amor e às vezes tocava no violão também. Ele tem uma voz doce, suave, que acalma e ao mesmo tempo me deixou cheia de coragem. Eu sabia que viveríamos coisas lindas, mas que também passaríamos por situações difíceis. Passamos, por várias, porém ele esteve ao meu lado, até quando eu achei que não estava e isso nos deixou mais forte, muito mais forte. É como aquela música do Djavan, "se nós estivermos juntos, haverá um céu azul, um amor puro, não sabe a força que tem". Nós estamos juntos, e como ele mesmo diz, somos um. E eu acredito nesse amor, sabe? No qual a gente vive um para o outro, compartilha os problemas, as alegrias, que a gente sabe que vai ter alguém para te ouvir e te oferecer aquele colo cheio de carinho e quentinho.

O meu moço trouxe um pouco de futebol para a minha vida também, entendi que os jogos do Botafogo são sagrados e já até fiz a graça de acompanhá-lo em alguns. Aprendi a gostar e hoje até torço a favor. O clássico Real Madrid e Barcelona também é um jogo pelo qual aprendi a simpatizar. Às vezes ele tem paciência para me explicar lances, jogadas, como funciona o campeonato e pontuação, mas só às vezes, quando está no calor do jogo, ele não tem. E quando os jogos são bem tarde, eu começo a assistir ao lado dele, mas durmo nos primeiros 10 minutos de jogo, ele me deixa ali até acabar para irmos dormir juntos, apesar de que na prática eu já estou dormindo há tempos.

O que dizer sobre o tanto de lugares que nós já deixamos um pouco do nosso amor? Deixamos e trouxemos um outro tanto da energia de todos esses lugares. Areal, meu primeiro réveillon longe de casa, mas ao lado dele, a família que construímos. Passeamos por Petrópolis, Museu de Cera, Casa de Santos Dumont, Palácio de Cristal e a Cervejaria Bohemia, bebemos uma cerveja de nome estranho e gosto mais amargo que tudo. Depois então vieram as águas cristalinas de Arraial do Cabo, onde desejávamos dias de sol e na verdade tivemos mais dias de chuva. Tinha tanto chileno, argentino que ele dizia que iria sair de lá fluente em castelhano, me fazendo rir, bobo que é. Em outubro, para comemorar o nosso aniversário - sim, dois librianos juntos, pense - viajamos para Fortaleza e vivemos dias incríveis lá, o nordeste me encanta e que sorte por ter sido ao lado dele. Foi no espigão a Beira Mar, na nossa última noite, que ele disse que queria casar comigo, foi algo tão nosso, o momento, o sentimento, aquele olhar que sempre me convida para ser dele, e sou, sempre sou. Antes de começar o carnaval decidimos descansar em Paquetá, mas não contávamos que o bloco mais famosinho de lá aconteceria naquele mesmo final de semana . A ilha estava cheia, mas conseguimos curtir o nosso amor.  Depois nos aventuramos por Penedo, um friozinho gostoso e muitos chocolates, muito verde e muita comida boa também. Só não contávamos com tanto frio, levamos mais roupas de calor e passamos mal. No fim, sobrevivemos.

O meu moço cuida de mim e do nosso amor de uma forma que a cada dia me surpreende mais. Ele cuida da casa, da comida e cozinha bem, viu? É tudo recheado de amor e por isso fica tão bom. Cuida de mim quando estou doente ou quando me machuco, não me sinto sozinha e isso é essencial para a gente se sentir bem e melhorar de qualquer coisa. Eu amo como ele faz eu me sentir tão segura, tão amada, tão desejada, tão dele. Daí ele bem com os beijos cheios de ternura, o cheiro no cangote, o afago nos cabelos e aqueles beijos que me engolem inteira, que se tornam urgências e sempre terminam em nossas pernas se enrolando nos lençóis da cama, ou no sofá, ou no banheiro, ou qualquer outro lugar. E ele é assim, nós somos assim, esse amor que cuida, que é companheiro, que se preocupa e arranca sorrisos quando os dias estão nublados, que faz piadas de coisas bobas, que é tesão em qualquer hora e lugar, mas é uma noite de conchinha quando os dias forem cheios e cansativos também. Um amor que me deixa tão feliz como nunca imaginei ser por ter alguém e por ser de alguém, assim como somos um do outro.

Um comentário:

Jaya Magalhães disse...

Teu texto me permitiu passear feliz por lugares que nem sequer conheço. Que amor mais bonito de ler, de sentir você sentindo, de acompanhar...

E uma coisa muito importante: VIVI PRA VER UMA FLAMENGUISTA VIRAR BOTAFOGUENSE! Pelo menos agora você é uma pessoa muito mais simpática. Kkkkkkkk.

Tava com umas saudades enormes de te ler, nega. Some não.

Beijo.